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12 de mai. de 2013


2ª Parte

O Espírito do Senhor Jesus e nossa missão (C)
A 1° leitura e o Evangelho nos contam como os apóstolos viveram as últimas aparições de Jesus ressuscitado:


como despedida provisória e promessa.

Jesus não voltaria até a consumação do mundo, mas deixou nas mãos deles a missão de levar a salvação e o perdão dos pecados a todos que quisessem converterem se no mundo inteiro. E prometeu-lhes o Espírito Santo, a força de Deus, que os ajudaria a cumprir sua missão. A vitalidade e juventude da Igreja, tem até hoje, raiz nesta herança que Deus lhe deixou:

“E bom para vocês que eu vá – diz Jesus no Evangelho de João - porque senão, não recebereis o Paráclito, o Espírito da Verdade” (João 16,7).

Jesus salvou o mundo movido pelo Espírito, e dando a sua vida pelos homens. Agora, nós devemos dar continuidade a esta obra, geração após geração. O Espírito de Jesus e do Pai deve animar em nós, e através de nós, um testemunho igual ao de Jesus:

deve fazer reviver Jesus em nós.

O que salva o mundo não é a presença física de Jesus para todas as gerações, mas sim o Espírito que Ele gerou em nós pela morte por amor – o Espírito do Pai e Dele mesmo.
A Igreja não caiu no vazio depois da Ascensão de Jesus. Entrou com Ele na plenitude do tempo da salvação e da reconciliação por completo. Temos que lutar para realizar o que Jesus já vive em plenitude. Ainda não estamos na mesma glória, na mesma união definitiva com Deus em que está seu fundador, mas vive movida pelo mesmo Espírito, e este nunca lhe faltará até a hora do encontro completo. A Igreja tem que expor às claras as contradições, as angústias, as opressões que impedem a reconciliação e o perdão. Terá que urgir opção e posicionamento, e também transformação dos corações  e das estruturas do mundo, para que um dia o Cristo Glorioso seja a realidade de todos nós. 


Pe.João Azeredo

1ª Parte

Missão dos Apóstolos pelo Senhor ressuscitado (C)
Lucas 24,46-53

Em todos os evangelhos a Ascensão de Jesus aparece como início da missão da Igreja (cf. anos A e B). Isso fica especialmente claro no relato do arrebatamento Dele no fim do evangelho de Lucas, antecipando a Ascensão narrada no início dos Atos dos Apóstolos. 
Jesus explica aos onze a reta compreensão das Escrituras, e o verdadeiro sentido de Seu messianismo (messias padecente, mas exaltado por Deus). Explica lhes também que agora está na hora de cumprirem-se as profecias de Isaías a respeito da missão universal do povo do Senhor:
Ser luz das nações, propagar a salvação até os confins da Terra (Is 2,3; 49,6; 42,6; cf. Atos 1,8).
Assim como Jesus foi “luz das nações” desde sua primeira apresentação em Jerusalém (Lc 2,32). A Igreja, a partir de Jerusalém, cumprirá a missão Daquele que agora é o seu Senhor (24,47). Deus visitou seu povo e seu templo (Malaquias 3). Agora, Jerusalém torna-se, apesar da incredulidade de seus chefes, o centro de onde sai a salvação para o mundo inteiro (cf. Is 49,21-22;55,4-5; 56,7; 60,1ss etc.). Porém, é preciso que os Apóstolos recebam a força do Altíssimo:


O Espírito Santo (cf. Atos 2).
Depois da ascensão de Jesus, os Apóstolos voltam a Jerusalém, e passam um tempo em oração, preparando-se para receber “a força do alto”, pelo Espírito que impelirá Jesus em sua missão. Como Ele sempre orava, assim rezam eles agora.
A missão de Jesus tornou-se a de sua Igreja. Depois Dele, a Igreja deve ser a luz para as nações “saindo de Jerusalém”. Hoje, Jerusalém fica longe, e a Roma dos imperadores também. A Igreja do glorioso chegou à periferia do mundo, aos “confins da Terra” (Atos 1,8; 1° leitura). Na “periferia do mundo” brilha a luz das comunidades – testemunhas, que por sua fraternidade, solidariedade, justiça e amor atestam que Jesus é verdadeiramente o Senhor da Glória.

Pe.João Azeredo