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15 de abr. de 2013

Domingo de Ramos - Procissão e Missa


Em 24 de Março de 2013, realizamos procissão, saindo do Conjunto Costa e Silva, e Missa de Domingo de Ramos, revivendo a glória em receber em nossas vidas o símbolo da justiça e esperança. Jesus Cristo é o nosso Senhor, e foi enviado junto ao Pai para trazer luz e sal a Terra.
Animação com o ministério de música.

24 de mar. de 2013

Domingo de Ramos (A/B/C) - 3ª parte


A MORTE DO JUSTO

Foi diante da morte do justo que o mundo se compungiu. Hoje, o relato da Paixão de Nosso Senhor, segundo Lucas (evangelho),  nos conta como os poderosos rivais, Herodes e Pilatos, tornam-se amigos às custas de Jesus, mandando-o de um lugar para o outro como objeto de diversão. Conta também como um dos malfeitores crucificados com Jesus escarnece pelo sofrimento do justo. Por outro lado, vemos Simão de Cirene ajudando Jesus a levar a cruz; As mulheres chorando o seu sofrimento; O bom ladrão solicitando a misericórdia de Jesus; O povão que se arrepende...

Qual é a nossa atitude diante do sofrimento do justo?
A de Herodes e Pilatos?
A das mulheres e do bom ladrão?

O oficial romano ao pé da cruz exclamou:
“Realmente, este homem era um justo!”

O que é ser justo, no sentido da Bíblia? Por que o justo sofre? A 1° e a 2° leitura no-lo dizem por obediência a Deus. Então, Deus manda sofrer? Não é isso horrível e cruel? Não. Ele não manda sofrer o justo, “seu filho”. Só manda amar. Amar até o fim. Mas quem ama, sofre! O justo que ama, sofre não por causa da paixão sentimental, mas porque ele não quer ser infiel ao amor que começou a demonstrar, e que se opõe à violência dos donos do nosso mundo! Nesta fidelidade, o justo pode expirar com Jesus, dizendo:

“Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito”. 

Ser justo é corresponder àquilo que Deus espera de nós, é colaborar com o plano de salvação. É fazer como o bispo Romero, e tantos outros, que deram a vida por aquilo que consideravam ser o desejo de Deus: 

O amor testemunhado aos mais pobres
dentre seus filhos.  

Diante da cruz do justo que morre, temos que optar pelo lado dos que dão sua vida para viver, e fazer viver o amor de Deus. Ou pelo lado dos que se dão as mãos para suprimir a justiça. Lado de quem carrega a cruz ou quem a impõe.
Pe João Azeredo

Domingo de Ramos (A/B/C) - 2ª parte


Lucas apresenta à narração de Marcos algumas feições características: na última ceia, Jesus se coloca como exemplo de serviço (22,24-25); Os discípulos enfrentarão a mesma hostilidade que Ele (35-38); Jesus aparece como modelo de homem justo e piedoso. E é reconhecido como tal, pelas mulheres ao longo do caminho (23,27), e sobretudo mostrando sua compaixão para com elas e para com seus filhos (23,28). Porém, é  na cruz que se manifestam em Jesus a graça e a bondade de Deus, como também seu perdão:

promete o paraíso ao “bom ladrão”
(Lucas 23,39-43)

Em vez do Salmo 22 (21), cujo início soa como desespero, Lucas coloca na boca de Cristo, morrendo na cruz, uma palavra de plena entrega de sua vida (23,46).

Também não faltam exortações para a vida cristã: Simão deve fortalecer seus irmãos na fé (22,21-32). Os discípulos, em Getsêmani, devem rezar para “não entrar na tentação” (22,40-46) (alusão ao perigo da apostasia, no tempo de Lucas).

Vale a pena reler a Paixão segundo Lucas tendo diante dos olhos as fórmulas do anúncio de Cristo pelos primeiros cristãos. Só alguns indícios: a acusação quanto à atividade de Jesus (23,5) é formulada conforme o querigma (cf. Atos 10,37ss). A morte de Jesus provoca arrependimento (23,48), como também acontecerá quando os apóstolos proclamarem o “querigma” (cf. Atos 2,37 3,19). Para Lucas, narrar a Paixão de Nosso Senhor não é obra de historiador acadêmico, mas evangelização. E provocar o confronto com o Filho de Deus hoje.

Pe.João Azeredo

Domingo de Ramos (A/B/C) - 1ª parte

“Jerusalém, Jerusalém" (C)

Como lema para o sentido lucano da Paixão de Jesus poderíamos escolher o texto de Lucas 13, 34-35: “Jerusalém, Jerusalém...” A vida de Jesus é uma grande subida a Jerusalém, e realização da visita escatológica de Deus a seu santuário (cf. Malaquias 3,1). Mas Jerusalém não reconhece a hora de sua visitação. Os pobres, a multidão dos discípulos, o reconhecem (19,37), mas os detentores do poder não o querem reconhecer, nem ouvir o testemunho dos pequenos (19,39-40). Por isso, Jerusalém será destruída, porque não reconheceu a hora de sua visitação (19,44); Seria adequado prolongar a leitura da entrada até o versículo 44.

A salvação que Jesus traz, torna-se na medida em que assimilamos, numa vida semelhante à Dele. O “caminho” de Jesus reassume o caminho de Israel (Lucas 9,31, a subida a Jerusalém é chamada de “êxodo”). Mas é, sobretudo, a abertura do caminho da Igreja e dos fiéis (Atos 9,2); A Igreja é chamada ao caminho. Jesus é o modelo do orante cristão (3,21; cf. 11,1-4). E agora, na hora decisiva da salvação, mais do que nunca, o comportamento de Jesus é o modelo que os cristãos devem imitar, seguindo seus passos. Se Jesus foi até Jerusalém e ao Gólgota, é daí que eles deverão partir, para que de Sião saia a salvação para o mundo inteiro (cf. Isaias 2,3).

Pe.João Azeredo

1 de abr. de 2012

Domingo de Ramos


Estamos entrando na maior das semanas do Calendário Litúrgico : A Semana Santa - dentro da qual celebraremos os mistérios centrais de nossa Fé : A Paixão, a Morte e a Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo. Esta semana inicia-se Solenemente com a Santa Missa do Domingo de Ramos, que nos recorda a entrada triunfal de Nosso Senhor em Jerusalém, onde Jesus foi aclamado pelos hebreus que agitavam ramos nas mãos (Lc 19, 28-44), portanto assim como os judeus o aclamaram, nós também neste dia, saímos pelas ruas em procissão, agitando ramos de oliveira saudando o Rei dos Reis.

Porém, o mesmo povo que, maravilhado com os sinais que Jesus havia dado, entre eles a ressurreição de Lázaro, seria o povo que pediria a sua crucificação. Por isso, na celebração do domingo de Ramos, temos também a leitura da Paixão de Cristo, marcando assim as duas características deste dia : ao mesmo tempo que somos convidados a sauda-lo festivamente com os Ramos, somos também convidados a entrar no mistério do sofrimento de sua Paixão.

A liturgia deste dia inicia-se no lugar de onde partirá a procissão, com a benção dos ramos, seguida da proclamação do Santo Evangelho e início da procissão, que se dirige à igreja matriz, onde se dá continuidade à Santa Missa. Este trajeto de fé, nos recorda que todos nós, somos peregrinos neste mundo e um dia, faremos parte da morada definitiva ao lado de Deus.

É importante termos em mente, que cada vez que celebramos liturgicamente um acontecimento, não estamos apenas nos lembrado do que ocorreu no passado, mas, pela Sagrada Liturgia, somos inseridos no mistério que estamos celebrando. Portanto, vivamos de forma completa os mistérios celebrados na Semana Santa, para que na noite do Sábado Santo, possamos com toda a Igreja, nos alegrarnos verdadeiramente com o anúncio da Páscoa da ressurreição.

 “ A mesma emoção se apodera de nós em cada ano, no Domingo de Ramos, quando subimos na companhia de Jesus o monte para o santuário, quando o acompanhamos pelo caminho que leva para o alto. Neste dia, ao longo dos séculos por toda a face da terra, jovens e pessoas de todas a idades aclamam-no gritando: 

" Hosana ao Filho de Davi !
Bendito o que vem em nome do Senhor! ”
(Papa Bento XVI)
                                                                                             Uma abençoada Semana Santa a todos