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10 de mai. de 2013

Os Cenários da Nova Evangelização - 3ª parte


Quais das situações apresentadas estão presentes em nossa região e realidade apostólica?

Todos as seis realidades apresentadas no texto refletido em Seminário Litúrgico, estão fortemente presentes em nossa vida Pastoral e Missionária. Vivemos em uma região marcada pela secularização, pela migração, pela forte influência dos meios de comunicação, desigualdade social, pelo culto quase dogmatizador da ciência, e por questões políticas que interferem diretamente no cotidiano.

Como se expressam?

Essas realidades se expressam e podem ser observadas de diversos modos: pelo afastamento cada vez maior da vida na Igreja, na busca pelos sacramentos. Sobretudo na iniciação cristã, temos o desafio de promover a permanência e a perseverança na caminhada eclesial. Vivemos em uma sociedade fortemente marcada pela desigualdade social, podendo ser visto de forma clara na América Latina, assolada pela dicotomia entre os que possuem muito e os que não possuem o que comer. Nos meios de comunicação, de modo particular a TV, são incutidos valores e opiniões que muitas vezes são contrários aos valores do Evangelho.

Essas realidades se expressam ainda no forte culto à ciência que nos leva a dogmatizar quase tudo que nos é apresentado como “teoria” ou “descoberta” científica, enquanto questionamos grande parte dos valores ligados a Doutrina da Igreja. Como bem recordou o Papa João Paulo II na encíclica Fides et Ratio, Fé e razão não devem ser inimigas, mas devem andar juntas, lado a lado.

Por fim, essas realidades se expressam no forte relativismo presente em nosso meio, onde cada indivíduo parece querer acreditar em sua verdade individual, esquecendo-se de Verdade única e absoluta que existe:
Jesus Cristo e sua Sagrada Palavra.

Em que interpelam a nossa Pastoral?

Tais realidades exigem uma resposta de nossa Pastoral na medida em que nos levam a questionar como anda o nosso trabalho missionário. Observando e sentindo essas realidades, somos levados a refletir sobre o que fazemos para transformar o mundo a nossa volta. Não podemos nos acomodar, ao contrário, muito precisa ser feito e muito precisa ser transformado.

Em que nos impulsionam?

Nos impulsionam a buscar uma constante renovação do nosso trabalho missionário, como nos pede o Documento de Aparecida. Grandes são os desafios do mundo atual, infinitamente maior é a graça de Deus que nos leva ao trabalho da Evangelização, fazendo com que apesar das dificuldades, anunciemos a cada homem e mulher, a bondade e o amor de Deus.

“ Deus está a fazer novas todas as coisas,
o Espírito Santo transforma-nos verdadeiramente e,
através de nós, quer transformar também
o mundo onde vivemos ”.  Papa Francisco

8 de mai. de 2013

Os Cenários da Nova Evangelização - 2ª parte


Cada vez mais os indivíduos afastam-se da Igreja, e ano após ano, a Sociedade como um todo, afasta-se de valores que no passado eram considerados fundamentais. Essa realidade pode ser refletida de várias formas: seja pelas lutas nos mais variados países pela descriminalização do aborto, pela reivindicação da legalização da união civil de casais homossexuais, pela luta em favor das pesquisas com células tronco, etc.

Diante de tudo isso, nos vem à mente a resposta para o questionamento acima. Estamos inseridos em uma sociedade afastada do Evangelho, trata-se de uma sociedade que parece combater o cristianismo, pregando uma nova forma de vida, onde Deus e a Igreja parecem não ter lugar. Diante de tudo isso, cabe a todos nós cristãos, a árdua e santificante tarefa de repensar a nossa missão e o anúncio que devemos fazer de Jesus Cristo, devemos nos deixar interpelar pelo atual momento histórico, caso contrário, qualquer tentativa de evangelização se tornará estéril.

Peçamos a Deus a graça de abrir nossos corações e renovar nossos métodos de evangelização, para que sejam capazes de responder de forma direta aos desafios que o mundo de hoje nos apresenta, como pede o Documento de Aparecida:

Igreja é chamada a repensar profundamente e a relançar com fidelidade e audácia sua missão nas  novas circunstâncias latino americanas e mundiais. Ela não pode fechar-se àqueles que trazem confusão, perigos e ameaças ou àqueles que pretendem cobrir a variedade e complexidade das situações com uma capa de ideologias gastas ou de agressões irresponsáveis. Trata-se de confirmar, renovar e revitalizar a novidade do Evangelho arraigada em nossa história, a partir de um encontro pessoal e comunitário com Jesus Cristo, que desperte discípulos e missionários. Isso não depende de grandes programas e estruturas, mas de homens e mulheres novos que encarnem essa tradição e novidade, como discípulos de Jesus Cristo e missionários de seu reino, protagonistas de uma vida nova para uma América Latina que deseja se reconhecer com a luz e a força do Espírito”.

6 de mai. de 2013

Os Cenários da Nova Evangelização - 1ª Parte

Vivemos em um mundo marcado por constantes transformações. A realidade está se transformando a cada dia, e a Igreja não pode ficar alheia a esse processo. É necessária uma leitura da realidade em que estamos inseridos, para buscarmos novas formas de evangelização.

O projeto da nova evangelização nada mais é do que buscar novos métodos de evangelização que correspondam ao momento atual, é inserir a Igreja no tempo, anunciando de forma nova a Verdade do Evangelho que sempre foi anunciada. Acima de tudo, a nova evangelização é colocar em prática o pedido de Jesus aos discípulos:

“vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, Filho e Espírito Santo”.                                   Mateus 28

Não se trata de uma tentativa de mudar a Doutrina da Igreja ou os valores essenciais da Fé Católica, ao contrário, trata-se de continuar transmitindo o que sempre foi transmitido, com uma linguagem nova, que corresponda aos anseios de um povo marcado por constantes transformações, seja no âmbito social, político, religioso ou tantos outros.

O Papa João XXIII nos recordou na encíclica Mater et Magistra, a missão essencial da Igreja:

“Mãe e mestra de todos os povos, a Igreja Universal foi fundada por Jesus Cristo, a fim de que todos, vindo no seu seio e no seu amor, através dos séculos, encontrem plenitude de vida mais elevada e penhor seguro de salvação”.

Com essas palavras, o Santo Padre nos ensina que a missão da Igreja não está restrita a um povo ou a um tempo específico, mas é dirigida a todos os povos em todos os séculos da história, até a vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo. Não podemos negar que a realidade de hoje não é a mesma do passado, diante disso é primordial que nos questionemos:

Que sociedade é essa em que estamos inseridos?

É inegável que vivamos em um mundo secularizado, como bem nos lembrou o Papa Emérito Bento XVI em discurso proferido aos participantes da Assembléia Plenária do Pontifício Conselho da Cultura no Vaticano em 2010:

“A «morte de Deus», anunciada nas décadas passadas por tantos intelectuais, cede o lugar a um culto estéril do indivíduo. Neste contexto cultural, existe o risco de cair em uma atrofia espiritual e em um vazio do coração, caracterizados às vezes por formas parecidas de pertença religiosa e de vago espiritualismo”.