6 de jan. de 2013

Epifania de nosso Senhor (C) - 2ª parte

CRISTO PARA OS DE LONGE

Na Igreja oriental, 6 (seis) de janeiro é Natal. Na igreja ocidental romana, é a Epifania, a manifestação do Senhor., O que acrescenta a Epifania ao Natal? Representa a manifestação de Cristo aos que vêm de longe. Deus avisou aos magos do oriente a respeito do nascimento do Salvador.
Os magos viviam em países longínquos, que o povo de Israel lembrava com certa amargura: a Babilônia, terra do exílio; a Arábia, terra inóspita; E outras; Representantes dessas  terras tão alheias vão adorar o messias em Belém, cidade de Davi. Assim, anuncia-se pela 1ª Leitura e Evangelho. Já na 2ª Leitura, se aponta a unificação de Israel com os "gentios" (os pagãos do mundo grego na Europa), no novo povo de Deus, que é a Igreja, corpo e presença atuante de Cristo no mundo de hoje. Todos participam da mesma herança:  a salvação em Cristo. 
O menino nascido em Belém atraiu os que viviam geograficamente longe de Israel. Mas a atração exercida por Ele, envolve também os socialmente e religiosamente afastados, os pobres, os leprosos, os pecadores e pecadoras... Todos aqueles que de alguma maneira estão acomodadas, e longe da religião estabelecida, recebem por Jesus um convite para se reaproximarem de Deus.

Quem seriam esses "longínquos" hoje? Os muçulmanos do Iraque (a antiga Babilônia) e da Arábia?  Por que não? Talvez a estrela brilhe de modo especial para os que em nosso próprio ambiente católico, ficaram afastados do templo. O povo que ficava no fundo da igreja, ou não ia a Igreja porque não tinha roupa "apropriada"... Graças a Deus estão surgindo em capelas, nos barracos das favelas, bem semelhantes ao lugar onde nasceu Jesus, onde a roupa não causa problemas. Há também os que se afastaram porque seu casamento despencou (muitas vezes se pode até questionar se este foi realmente válido). 
Jesus se aproximou da samaritana,
uma pecadora e adúltera. 
Será que para estas pessoas não brilha
alguma estrela de Belém?

E os que viraram as costas aos problemas do povo,
haverá um convite para esses também ?

Será que, numa Igreja renovada, o menino Jesus poderá brilhar de novo para todos os afastados, como um sinal de salvação e libertação? Depende das atitudes dos "fiéis". Se ser fiel significa permanecermos com o nosso grêmio, com os nossos costumes de sempre, bem protegido contra quem possa ter outra experiência de vida, ou outra visão do mundo, então a luz de Cristo não vai ser vista de longe. Mas se ser fiel é entendido como uma imitação da vida missionária de Jesus, que vai ao encontro daqueles que estão longe, a gloriosa manisfestação do filho de Deus brilhará a longa distância.
Pe.João Azeredo