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9 de dez. de 2013

Imaculada Conceição da Virgem Maria - 3ª parte

O evangelho mostra a total consagração de Maria a Deus e à sua missão de ser mãe do Filho de Deus. Ele e sua missão tomam conta de Maria. Talvez sintamos certo incômodo diante desse “privilégio”. Não é um privilégio do tipo que tão facilmente arrumamos para nós mesmos...E sim em função da salvação de todos. É um serviço. Maria é serva por excelência. Não nos falte a solidariedade, não digamos: “Isso é só para Ela, não vale para mim”. Maria foi libertada de antemão, para que, graças à sua vocação e missão, nós fossemos libertados. Pela contemplação tornamo-nos semelhante ao que contemplamos. Não desprezemos, mas admiremos o “não ter pecado original”, para ficarmos semelhantes!

Maria, com vistas à maternidade divina e por antecipação da libertação por Cristo, foi concebida e nasceu sem ser contaminada pelo pecado da humanidade, o pecado original. Ela é a primeira em que se realizou totalmente a libertação. Será que ela poderia ter recusado ser a Mãe do Salvador? Poderia. O mérito de Maria consiste em ter dado livremente o seu “SIM” à graça de Deus e à sua missão de ser mãe do Salvador.


Então, ela não era predestinada para isso?

Era, sim. Mas não forçada! Poderia ter recusado sua (pre)destinação. A predestinação da graça que fez com ela nascesse livre do pecado original, era o projeto da parte de Deus. Mas ela não foi forçada a aceitar este projeto. Também Adão não tinha pecado original, mas ele não foi fiel ao projeto de Deus e Maria, foi, Corrigindo a desistência de Adão. Ela assumiu de mão cheia o original projeto de Deus, aquilo que Ele predestinou para ela e para todos.

Contamos com muitas Marias assim em nossas comunidades. Mulheres fortes, nas quais, graças à sua adesão ao projeto de Deus, reaparece no estado original, livre e sem pecado da humanidade. São diferentes de Maria de Nazaré nisto: que seu estado de graça não lhes veio de sua concepção, mas de seu batismo e inserção na comunidade da fé, nas suas lidas e lutas. Mas o resultado vai na mesma linha.

Na Imaculada Conceição celebramos o estado redimido de todos os que dedicam sua vida ao Salvador do mundo.

Pe.João de Azeredo.

8 de dez. de 2013

Imaculada Conceição da Virgem Maria - 2ª parte

Observemos ainda que ninguém pode se deixar confundir pela mensagem principal do Evangelho de hoje, escolhido por causa das frases destacadas anteriormente. Na realidade, este evangelho não narra a Imaculada Conceição de Maria, que não vem afirmada tal qual na bíblia, mas é uma intuição da fé da Igreja. O evangelho narra a vocação de Maria para ser mãe do Filho de Deus, pela força do Espírito Santo (e em vista disto, acreditamos, ela mesma foi concebida e nasceu sem a mancha que acompanha toda a humanidade).

Há pessoas que confundem Imaculada Conceição com maternidade virginal. São duas coisas bem distintas, e a confusão talvez provenha de um (inconsciente) sentimento de culpabilidade do ato procriador humano. Colocam na mesma linha Maria permanecer virgem na concepção de Jesus e ela mesma ser sem pecado, como se fosse pecado conceber um Filho sem permanecer virgem. Será fácil esclarecer ao povo que a concepção de Maria mesma (por sua mãe Ana) não foi virginal, mas ao ser concebida por Ana, Maria não ficou marcada pelo pecado de Adão (virginal sim, foi a concepção de Jesus por Maria).

Os contos insistem no misterioso Júbilo (canto de entrada). Este último tema merece atenção especial. Uma das razões porque certas pessoas se sentem constrangidas diante do dogma da Imaculada Conceição é o fator de Maria se tornar assim uma exceção. Não aguentam outra pessoa ser melhor ou mais inocente que elas próprias. Todos nós incorremos facilmente no perigo de tal inveja.

Não aceitamos que Deus faça exceções nem mesmo para o bem de todos. Não aceitamos que Deus saia de regra, que ele faça algo realmente gratuito, que não precisava ser assim, conforme a regra geral. E contudo, é na graça naquilo que é gratuito, não obrigatório que Deus se manifesta.

Aceitar que Maria desde o inicio foi melhor do que nós, talvez nos ajude a aceitar que também outras pessoas possam ser melhores que nós mesmos.

Por que Deus fez Maria diferente de nós?

A bíblia apresenta desde a segunda página o mistério do mal no mundo: o pecado dos que derma inicio à humanidade, Adão e Eva. No fim dessa história aflora um pontinho humano. A mulher esmagará a cabeça da serpente (primeira leitura). A fé Cristã viu o cumprimento desta palavra na “mulher” que é a mãe do Salvador e da Igreja. Ela venceu a serpente e não participou do pecado ao qual a serpente induziu Adão e toda a humanidade. Deus a preservou, com vistas à sua vocação de ser mãe de seu Filho. Neste sentido ela é a “obra prima” da graça de Deus.

Se não é possível compreender totalmente o mistério da eleição por Deus, ao menos podemos contempla-lo. Deus conhece antes do tempo, fora do tempo e Ele sabe sempre quem lhe pertence. Em Maria, a libertação do pecado por Cristo sentiu efeito antes que ela fosse criada. A eleição não tem tempo e acontece antes da criação do mundo (segunda leitura). Mistério da eleição divina.

Pe.João Azeredo

Imaculada Conceição da Virgem Maria - 1ª parte

Essa festa celebra a fé da Igreja, de que Maria não conheceu o pecado original, para que fosse digna Mãe do Filho de Deus. Esta intuição, não é apenas mariológica, é também eclesiológica e escatológica, no sentido de que Maria antecipa, o estado de inocência ao qual todos somos chamados (2ª leitura); Ela é premissa da Igreja; Que, como ela, deve realizar a figura da “esposa sem ruga nem mancha” do esposo escatológico, embora seus membros na atitude terrestre, não sejam bem assim.

Maria é, portanto, a única exceção da participação universal do pecado, que reina desde o pecado de Adão, o “pecado das origens” (pecado original).Nela e em sua prole, a Igreja viu a plenitude daquilo que está prefigurado em Gênesis 3, 9-15 (1ª leitura): a mulher e sua descendência, pisando aos pés da cabeça da serpente, encarnação da tentação pecaminosa.

Assim, Maria é a nova Eva, - conforme a exegese alegórica dos Santos Padres: “Ave, Eva”.

O importante, porém, é interpretarmos o dogma da Imaculada Conceição como uma realidade teológica e soteriológica.


“Achaste graças diante de Deus(evangelho).

Quem quis Maria sem pecado foi Deus. Assim como a nossa participação no pecado da humanidade não é algo que queremos, propriamente, assim também a liberdade de Maria com relação ao pecado não é obra sua, mas de Deus, ainda que ex praevisis meritis. Ou, em outros termos, na indescritível variedade de situações humanas, realizou-se também a realidade de uma existência não manchada pela solidariedade pecaminosa do pecado original, situação realizada por Deus e vivida por Maria com vocação específica de dar ao mundo o Filho de Deus.A graça que Maria recebeu é, ao mesmo tempo, sua missão. E conhecemos a resposta de Maria: 


“Eis a Serva do Senhor” (evangelho).

O mistério da Imaculada Conceição é o mistério da perfeita pertença à Santidade de Deus, que é o núcleo também da Santidade da Igreja e o futuro ao qual todos nós somos chamados. Em Maria, este futuro já é passado. Por isso, o prefácio de hoje a chama de “premissas da Igreja”.


Pe.João Azeredo

8 de dez. de 2012

Dia de Imaculada Conceição

 

Celebrar a Imaculada Conceição de Nossa Senhora é fazer memória do Dogma proclamado em 1854 pelo Papa Pio IX. Segundo este Dogma, a Virgem Maria foi preservada do pecado original desde o primeiro instante de sua Concepção (Conceição), por isso podemos afirmar com absoluta certeza que a Concepção de Nossa Senhora, deu-se de forma Imaculada.

Todos nós somos pecadores e já nascemos marcados pelo pecado original, marca que é apagada pelo Sacramento do Batismo. A Virgem Maria foi completamente preservada de qualquer marca de pecado desde o primeiro instante de sua Concepção no ventre de sua mãe. É esta a grande Verdade que hoje a Igreja celebra.

É importante termos em mente que Maria foi preservada do pecado, não por méritos próprios, mas por obra e graça de Deus, em vista da Missão de trazer ao mundo o Salvador. Para que Jesus pudesse fazer-se homem no ventre de uma mulher, essa mulher precisaria ser pura, sem pecado e é somente por essa ótica que podemos e devemos entender esta Verdade de Fé.

O Dogma da Imaculada Conceição junta-se a outros três dogmas Marianos, formando assim, um conjunto de Quatro Dogmas proclamados pela Igreja referentes à Virgem Maria:

Virgindade Perpétua 
Permaneceu Virgem antes, durante e após
o nascimento de  Jesus Cristo.


Maternidade Divina 
É verdadeiramente mãe de Deus.

Assunção de Nossa Senhora 
Terminado o curso de sua vida terrestre, 
foi elevada ao Céu em corpo e alma.

Que neste dia, ao celebrarmos esta importante Solenidade Mariana, possamos todos juntos entregar nossas vidas a Jesus através das mãos puríssimas de sua Mãe, dizendo a uma só voz: 
"Ó Maria concebida sem pecado,
rogai por nós que recorremos a vós !"

"Em honra da santa e indivisa Trindade, para decoro e ornamento da Virgem Mãe de Deus, para exaltação da fé católica, e para incremento da religião cristã, com a autoridade de Nosso Senhor Jesus Cristo, dos bem-aventurados Apóstolos Pedro e Paulo, e com a nossa, declaramos, pronunciamos e definimos a doutrina que sustenta que a beatíssima Virgem Maria, no primeiro instante de sua conceição, por singular graça e privilégio de Deus onipotente, em vista dos méritos de Jesus Cristo, Salvador do gênero humano, foi preservada imune de toda mancha de pecado original, essa doutrina foi revelada por Deus e, portanto, deve ser sólida e constantemente crida por todos os fiéis."

(Proclamação do Dogma – Papa Pio IX)