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3 de nov. de 2013

Festa de todos os Santos (2ª parte)

    A mesma mensagem proclama a segunda leitura (1Jo 3): Nossa atual santidade por sermos filhos de Deus, embora ainda não seja manifestado “o que seremos” (= a nossa glorificação). Portanto, quem é celebrado hoje é, em primeiro lugar os “filhos de Deus” neste mundo.
   A isto se une a visão antecipada do autor do apocalipse sobre a plenitude dos que aderiram a Cristo, seguiram o Cordeiro (1ª leitura). É o número perfeito das tribos (12 X 12.000), os eleitos de Israel (o autor é judeu cristão) mas também um número inumerável de todas as nações (universalismo – mas ainda assim quem ensine que no céu só se tem 144.000 lugares...).

   Ora, tanto na mensagem das bem aventuranças quanto na visão do apocalipse ganham um destaque especial os mártires, os que são perseguidos por causa do evangelho, os que lavaram suas vestes no Sangue do Cordeiro e vêm da grande tribulação. Testemunhar de cristo com seu sangue é a marca mais segura da Santidade. Mas com ou sem sangue, todos deverão fazer de sua vida um pertencer a Cristo para que possam ser chamados “santos”, isto é, consagrados a Deus “pelo batismo”.
   As orações insistem muito na intercessão dos santos. É um aspecto deste dia, que atinge muito a sensibilidade popular. É preciso fazer aqui um delicado trabalho de interpretação. Confiar em alguém como intercessor supõe sentir-se solidário (familiar) com ele. Será que vivemos como familiares destes intercessores? Será que cabemos na sua companhia?

A Comunhão dos Santos

   - Atualmente pouco de houve falar na “comunhão dos santos”. Todos os que pertencem a Cristo e seu reino instituem uma comunidade viva e real, a “comunhão dos santos”.
   As bem aventuranças (evangelho) proclamam a chegada do Reino de Deus e, por isso, a boa ventura daqueles que “combinam com ele”. Assim, caracterizam a comunidade dos santos, os filhos do rênio e proclamando a sua felicidade e salvação. Jesus felicita os “pobres de Deus”, os que confiam cada vez mais em Deus do que na prepotência, os que produzem paz, os que vêm o mundo coma a clareza de um coração puro etc. Sobretudo os que sofrem por causa do reino, pois a sua recompensa é a comunhão no “céu”, isto é, em Deus. Dedicando sua vida à causa de Deus, eles “são dele”.É o que diz São João (2ª leitura): Já somos filho de Deus e nem imaginamos o que seremos! Mas uma coisa sabemos: seremos semelhantes a Ele, realizaremos a vocação de nossa criação (Gen1, 26). O amor de Deus tomará totalmente conta do nosso ser, ao ponto de nos tornar igual a Ele.
   A santidade não é o destino de uns poucos, mas de uma imensa multidão (1ª leitura): Todos aqueles que, de alguma maneira, até sem o saber, aderiram e aderirão a causa de cristo e do reino: a comunhão ou comunidade dos santos. 

   - Ser santo significa ser de Deus. Não é preciso ser anjo para isso. Santidade não é angelismo. Significa um cristianismo libertado e esperançoso, acolhedor para com todos os que procuram Deus com um coração sincero (oração eucarística IV). Mas significa também um cristianismo exigente. Devemos viver mais expressamente a santidade de nossas comunidades (a nossa pertença a Deus e a Jesus), por uma prática de caridade digna dos Santos e por uma vida espiritual sólida e permanente.
Sobretudo: santidade não é beatice, não é medo de viver. É uma atitude dinâmica, uma busca de pertencer mais a Deus e assemelhar-se sempre mais a Cristo. Não exige disponibilidade para se deixar atrair por Cristo e entrar na solidariedade dos fiéis de todos os tempos santificados e unidos por ele.

As três leituras deste texto:

Primeira leitura: (Apoc. 7, 2-4. 9-14) “Uma grande multidão que ninguém podia contar”.

Segunda leitura: (1Jo 3, 1-3) “Já somos filhos de Deus e Ainda não é manifesto o que seremos”.

Evangelho: (Mt 5, 1-12a) “As bem aventuranças”.

1 de nov. de 2013

Festa de todos os Santos (1ª parte)


    A festa de todos os santos abrange os três momentos do tempo, além da dimensão universal do espaço. De fato, celebramos os justos do passado, celebramos a vocação à santidade futura (o “céu”) e celebramos a santidade como Dom (Graça) presente.
   Com esta dimensão presente é a em que menos se pensa quando se fala de santidade, achamos que ela merece uma atenção especial: é a mensagem das bem-aventuranças, no evangelho de hoje (Mt 5, 1-12, cf. 4° dom. TC. /A). As bem-aventuranças devem ser entendidas como uma proclamação da chegada do reino de Deus para as pessoas que vão ficar felizes com isso (Lc 6, 24-26) acrescentam também aqueles que vão ficar infelizes.
   São ao mesmo tempo, a proclamação da amizade de Deus para aqueles que participam do espírito que é evocado por oito exemplificações, e (sobretudo na versão de Mt) um programa de vida para todos os que escutam a palavra de Cristo.

   Este programa de vida já entra em ação desde o momento que alguém se torna discípulo de Jesus: os que estão realizando este programa já são “santos”. Por isso, este evangelho foi escolhido para a festa de hoje. Jesus proclama a bem, aventurança (a felicidade, o “bem encaminhamento”, a “boa ventura”) dos “pobres de espírito” (= semitismo: os dimuídos até no alento da vida; não se trata de questionável “pobreza espiritual”, porque deles é o reino dos Céus, ele não quer dizer o além da morte – uma recompensa futura pela carência da terra – mas a realidade presente. “Reino dos Céus” é a maneira semítica de dizer “Reino de Deus” (por respeito, Deus é chamado “os Céus”). E o Reino de Deus começa onde se faz a vontade de Deus, como aprendemos no Pai-Nosso, Que Jesus ensina em seguida (Mt 6, 9-13). Se entendêssemos as bem aventuranças somente como uma compensação para depois da morte, elas seriam “ópio do povo”. Mas o contrario é verdade: elas são um incentivo para realizar, desde já o novo espírito que traz presente o Reino. O sentido das bem aventuranças, é exatamente, relacionar o Dom escatológico (expressas nos termos: “serão consoladas, serão saciadas”, etc.) com a realidade de hoje. O dom escatológico não cai do céu mediante a atuação de algum mágico, mas é o que, da parte de Deus, corresponde a atitude do justo, do servo, do “pobre do Senhor”. Corresponde à atitude de não procurar a mera afirmação pessoal no poder e na riqueza mas de dispor-se inteiramente para a obra de Deus “opus Dei”, pelo esvaziamento, a mansidão, a paciência no sofrer, a sede de justiça divina, o empenho pela paz... Em outros termos, somos santo já, na medida em que pertencemos a Deus no presente. Então, também o futuro de Deus nos pertence.

3 de nov. de 2012

Dia de Todos os Santos


Em 1 de novembro, a Igreja celebra o dia de todos os Santos, cuja Solenidade Litúrgica será celebrada no domingo seguinte a esta data durante as missas dominicais nas diversas Paróquias, porém para bem celebrarmos este dia, devemos entender quem são os santos.

Para a doutrina da Igreja, todas as pessoas que morreram a chegaram ao Céu são consideradas santas e podem interceder por nós, porém, não temos como saber quem está ou quem não está no céu, por isso em alguns casos, a Igreja, munida da autoridade que lhe foi entregue por Cristo, afirma que determinada pessoa está no céu e portanto é santa, isto ocorre na cerimônia de canonização.

Portanto, a canonização de uma pessoa é na verdade o reconhecimento dado pela Igreja, através do Papa de que determinada pessoa, tento vivido a Fé, encontra-se no reino dos céus, é o caso dos tantos que conhecemos : Santa Rita de Cássia, Santo Antônio, Santa Luzia, São Judas Tadeu, Frei Galvão e tantos outros.

No entanto, existe um número incontável de homens e mulheres que alcançaram a salvação, estão ao lado de Deus, mas não foram canonizados, não significa que não são santos, apenas não sabemos os seus nomes, por isso, a Igreja estabeleceu o dia de “ Todos os Santos ”, trata-se de um dia para celebrar os santos canonizados e os santos não canonizados, pois mesmo que não saibamos quem são, estão nos céus e alcançaram a santidade.

Que o dia de hoje sirva também para que todos nós, inspirados pelos exemplos dos santos, busquemos também a nossa própria santidade. Todos os Santos e Santas de Deus, rogai por nós!

“ Na comunhão dos Santos, canonizados ou não, que a Igreja vive graças a Cristo em todos os seus membros, nós beneficiamos da sua presença e da sua companhia e cultivamos a firme esperança de poder imitar o seu caminho e partilhar um dia a mesma vida bem-aventurada, a vida eterna.” (Papa Bento XVI)